Acompanhe apuração da eleição dos EUA em tempo real

Mapa interativo mostra resultados mais recentes e placar do Colégio Eleitora

SÃO PAULO

Os americanos foram às urnas nesta terça (3) para definir quem vai comandar o país pelos próximos quatro anos: Donald Trump ou Joe Biden. A Folha oferece um mapa em tempo real da apuração, no qual é possível acompanhar os dados estado por estado, e vai permitir ao leitor saber quem está na frente na disputa entre o republicano e o democrata.

Até 22h desta terça (hora de Brasília), com as primeiras projeções, o democrata Biden acumulava, segundo o jornal New York Times e a agência de notícias Associates Press, 85 dos 270 votos necessários no Colégio Eleitoral americano, com vitórias em Illinois, Virgínia, Maryland, Nova Jersey, Delaware (seu estado-base), Connecticut, Rhode Island, Massachusetts e Vermont.

Trump, por sua vez, somava 55 pontos dos 270 necessários, com vitórias projetadas em Oklahoma, Mississippi, Alabama, Tennessee, Kentucky, Virgínia Ocidental e Carolina do Sul.

 

Nenhum dos estados considerados disputados nesta eleição, no entanto, tem ainda projeção de resultados. Grandes expectativas se concentram na Flórida, um estado dividido em suas preferências, que se tornou o símbolo do impasse eleitoral em 2000 entre o republicano George W. Bush e o democrata Al Gore.

No sistema eleitoral americano, o vencedor não é quem recebe mais votos populares, e sim quem conquista a maioria dos delegados no Colégio Eleitoral. Nesse modelo, cada estado tem um número de votos proporcional à população. A Califórnia, com 39,51 milhões de habitantes, por exemplo, tem direito a 55 representantes. A Dakota do Sul, com 884,6 mil, a 3.

 

O candidato que vence a eleição em um estado leva todos os votos dele —as exceções são Nebraska e Maine, que dividem os votos de maneira mais proporcional. No fim do processo, é eleito quem conquistar mais da metade dos votos no Colégio Eleitoral, ou seja, ao menos 270 dos 538 votos possíveis.

 

Folha colocou repórteres em vários pontos do país. Marina Dias, correspondente em Washington, está em Delaware, para acompanhar a eleição na base eleitoral de Biden. Diogo Bercito está na capital americana, Washington, e Natasha Bin está na Flórida, um dos estados-pêndulo que podem definir o vencedor nacional. Por fim, Natasha Madov está na Filadélfia, no estado da Pensilvânia.

Colunistas e analistas completam a equipe especial da cobertura. Os repórteres especiais Patrícia Campos Mello, Igor Gielow e Fernando Canzian e os colunistas Lúcia Guimarães, Mathias Alencastro, Nelson de Sá e Vinícius Torres Freire discutirão detalhes do pleito, o impacto dos resultados no Brasil e no Mundo, a atuação da imprensa, as ações em redes sociais e o desempenho dos institutos de pesquisa.

Durante a campanha eleitoral, que começou no ano passado, a Folha produziu especiais que ajudam a entender as questões em jogo nesta votação e como os eleitores americanos pensam.

A série “50 estados, 50 problemas”, apresentada desde setembro, mergulhou em cada um dos estados americanos para investigar os problemas locais e seus reflexos na política nacional.

Em dezembro de 2019, o especial “Os Americanos” levou os leitores para uma viagem pelo chamado Cinturão da Ferrugem: estados que viveram anos de glória devido à produção industrial, mas hoje sofrem com a pobreza e a falta de perspectivas. Seus votos são considerados fundamentais nesta votação.

O presidente americano, Donald Trump, venceu no estado de Indiana, a nordeste dos Estados Unidos, nas eleições desta terça-feira (3), segundo as emissoras de TV CNN e NBC.

 


Esta vitória lhe garante 11 votos no colégio eleitoral, dos 270 necessários para conquistar a Presidência americana.

 

Trump, de 74 anos, o primeiro presidente a tentar ser reeleito após ser absolvido do impeachment, aparece atrás nas pesquisas contra Joe Biden, de 77 anos, que é pela terceira vez candidato à presidência.

 

Dezenas de milhões de americanos comparecem às urnas nesta terça-feira, 3 de novembro, em uma eleição presidencial histórica marcada pela pandemia de covid-19, a crise econômica e uma profunda polarização.

 

Um número inédito de votos antecipados já foi registrado - mais de 100 milhões, principalmente pelo correio - enquanto outros americanos corriam para as urnas, que dependendo do estado permanecerão abertas até 04h00 GMT da quarta-feira.