Deu no New York Times: DJ brasileiro produz músicas para a trilha sonora de um documentário feito pelo jornalista Ian Urbina, vencedor do Prêmio Pulitzer, do Polk, além de indicado ao Emmy.

O jornalista passou cinco anos em alto-mar para registrar crimes cometidos fora de qualquer jurisdição de um país, ou seja, nas chamadas “águas internacionais”. Crimes, na maioria das vezes, cometidos sem qualquer tipo de lei, pois estas não existem no meio do oceano. Estava aventura se transforou no "The Outlaw Ocean Music Project". Mas a história está apenas começando. 

Ian Urbina, criador do The Outlaw Ocean Music Project (Foto: Divulgação)

Ian Urbina, criador do The Outlaw Ocean Music Project (Foto: Divulgação)

O DJ Victor Lou se uniu à Urbina e outros DJs do mundo inteiro para criar trilhas sonoras que pudessem ajudar a contar essas histórias de crimes reais, que parecem saídos de um blockbuster de ação hollywoodiano. Lou é a maior referência negra na música eletrônica nacional. Em um universo dominado por brancos, um DJ negro de Goiás ganhou espaço, derrubando barreiras impostas de forma velada no último país ocidental a abolir a escravidão, o Brasil. Lou é, também, um dos criadores do Movimento Desande, que é conhecido na cena brasileira por sua particularidade sonora.

 
 
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A música eletrônica está ganhando mais espaço na sociedade brasileira e a prova disso é a popularização do gênero com artistas que estão entre os mais influentes do país. Esse é um gênero que fundou suas bases na cultura negra, mas é dominado por brancos. Derrubando essas barreiras, o artista Victor Lou, foi convidado para participar do "The Outlaw Ocean Music Project", um dos maiores da história da música eletrônica internacional.

O DJ lançou três músicas neste mês. A campanha e EP chamada "Save the World" tem como objetivo conscientizar sobre os crimes cometidos nos oceanos e alertar sobre como essas ações clandestinas estão atreladas a uma boa parcela da economia mundial.