A morte repentina do músico e radialista Giovanni Acioly, aos 32 anos, causou uma grande comoção entre familiares, amigos e conhecidos. Querido nos lugares por onde passava, Giovanni foi conhecido principalmente por seu amor pela música, pela cultura, pelo profissionalismo e pela dedicação a tudo o que fazia. 

Em uma de suas últimas postagens nas redes sociais, Giovanni fez uma referência à música Clareou, do sambista Diogo Nogueira: “Mantenha a fé na crença se a ciência não curar, pois se não tem remédio, então remediado está. Já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar. E a quem Deus prometeu nunca faltou. Na hora certa o bom Deus dará”. 

A morte repentina do músico e radialista Giovanni Acioly, aos 32 anos, causou uma grande comoção entre familiares, amigos e conhecidos Foto: divulgação

Dezenas de amigos, familiares e colegas de trabalho da Secretaria de Estado de Comunicação do Acre (Secom) se manifestaram nas redes sociais. Muito admirado em sua terra natal, o município de Tarauacá, até mesmo uma verdadeira corrente de oração foi montada no momento em que – após o acidente que viria a tirar sua vida – foi realizada sua transferência por UTI aérea para Rio Branco. 

O pai de Giovanni, o professor Raimundo Accioly, relembra que ele foi seu primeiro filho, “seu troféu”. Crescendo num ambiente cercado de música e cultura, essa foi sua maior paixão desde cedo, consequentemente com uma admiração gigantesca pelo rádio. 

Fã de Raul Seixas e do rock nacional em geral, Giovanni chegou até a montar uma banda com a irmã mais velha, por quem sempre nutriu enorme admiração. Ele tocava e ela cantava. Depois começou uma banda com os amigos. E quem não sabia tocar, ele foi lá e ensinou. 

Junto com o pai, ainda fundou uma rádio em Tarauacá. Raimundo cuidava do conteúdo informativo, Giovanni se dedicava à seletiva musical. “Ele era formado em Recursos Humanos, mas a paixão dele era música”, disse o pai. 

Se mudando para Rio Branco em 2013, Giovanni se tornou nos últimos anos servidor da Secom. Técnico, radialista e sonoplasta na Aldeia FM, se dedicou com intensidade naquilo que mais gostava. Entre seus muitos feitos, apresentou o Tardes da Aldeia, programa mais antigo da casa. Mas seu maior destaque, sem dúvida, foi o reconhecimento dos colegas como um profissional de excelência, considerado por todos como tranquilo, parceiro, responsável e muito competente, em que qualquer demanda dada seria bem cumprida. 

Um de seus últimos projetos foi a banda Hashtag68, na qual tocava e cantava, chegando a fazer lives de sucesso em tempos de pandemia. “Ele era jovem, alegre, feliz. Por onde ele passava, conquistava a todos”, conta o pai. 

Que o legado de Giovanni fique na memória!

O Giovanni era um excelente profissional. Eu costumava dizer que ele conhecia o DNA da Rádio Aldeia. Ele sabia todos os ritmos, as músicas e os horários certos. Comandou durante quase um ano o programa Tardes da Aldeia e era dono de uma alegria contagiante, com um relacionamento excelente com todos os profissionais. É uma perda irreparável para a família da Aldeia.
Jairo Carioca, diretor da Rádio Aldeia

Desde do seu acidente, a tristeza me abateu. Os dias foram extremamente tensos, difíceis e hoje nos deparamos com a dor imensurável de sua partida. Aprouve a Deus todas as coisas. Não será fácil lidar com a sua ausência, especialmente nos próximos dias em que estaremos ainda a procurar assimilar o que aconteceu. Sinto muito, do fundo do meu coração. Posso afirmar que foi incrível conhecer você, excelente profissional, multifuncional, reservado, coração enorme, que aprendi amar nesses anos de convivência diária. Me ajudou, me incentivou, me deu força, acreditou no meu potencial e se orgulhou do meu crescimento profissional. Sou grato pela sua amizade, respeito e companheirismo por todos esses anos. Guardarei comigo, nossa alegria, conversas e companhia de todos os dias. Saudades eternas, vai com Deus, descanse em Paz meu amigo. 
Jonathan Costa, apresentador da Rádio Aldeia

Foi você quem gravou a abertura do meu programa na Rádio Aldeia FM, escolheu a trilha, pois disse que ficava mais legal com aqueles toques. Todo sábado eu começava o programa após você me anunciar com sua voz doce e tão cheia de esperança. Você acreditou em mim, no meu potencial. Obrigada pela oportunidade de ter te conhecido, pela sua amizade, seu carinho e cuidado para comigo. Gratidão, Giovanni. Lembro de cada conversa nossa, de cada abraço e conselho que você me dava. O que me conforta é saber e ver o quanto você era amado. Você era um cara incrível, talentoso ao extremo e com certeza vai brilhar muito no céu.
Jéssica Monteiro, apresentadora na Rádio Aldeia

O Giovanni, Didio como era chamado carinhosamente pelos amigos de trabalho, era um cara super responsável, trabalhador, pontual e leve de coração. Hoje estamos vivenciando  um dia muito difícil para todos que um dia estiveram na presença dele. Um ser humano incrível que vai fazer falta por essas bandas. Tarauacá e todos os músicos acreanos choram a partida prematura desse menino que decidiu virar luz e ritmos em outras dimensões desse nosso universo.
George Naylor, músico

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