As investigações sobre um homicídio e uma tentativa de homicídio, crimes ocorridos no ano passado, resultaram em operação, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), visando à desarticulação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro Paulo VI, na capital.

 

No curso da ação policial, na manhã desta terça-feira (27), foram cumpridos seis mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. Entre os presos estão a companheira do líder da facção criminosa, que comandava o tráfico de drogas na região, além de dois gerentes do grupo e três indivíduos responsáveis pela venda dos entorpecentes.

 

Durante buscas, a polícia localizou cerca de mil pares de calçados falsificados, um equipamento utilizado para a confecção de sandálias, além de drogas no varejo.

 

O delegado Leandro Alves explicou que a equipe não esperava encontrar os produtos falsificados, haja vista que o foco da investigação era o tráfico de drogas. “Um cômodo inteiro era reservado para guardar diversos pares de tênis, alguns de marcas famosas, além de sandálias”, explicou o delegado, que ainda acrescentou: “A fabricação [dos calçados] ainda não é certa, mas a aquisição para a venda desses materiais falsificados, sim”.

 

Os presos irão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo que a mulher também será indiciada pela receptação qualificada, em virtude dos produtos falsificados apreendidos com ela.

 

Homicídio

 

As investigações iniciaram após um homicídio, ocorrido em setembro de 2019, no bairro Ribeiro de Abreu. Na ocasião, o líder de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas na região, de 31 anos, ordenou a morte de um homem por causa de uma dívida de drogas. Três integrantes do grupo ficaram responsáveis por executar o crime. Na ação, a mulher da vítima também foi atingida, mas sobreviveu.

 

Em razão desses crimes, o suspeito de mando e outros dois homens foram presos, em dezembro do mesmo ano. A partir desse inquérito, a polícia descobriu um esquema de tráfico de drogas, operado pela mulher do traficante preso, de 30 anos. Com o marido cumprindo pena a cerca de nove anos, em virtude de condenação por outro homicídio, quem comandava os negócios ilícitos era a companheira dele, que recebia orientações do marido. Foi na casa dela que a polícia localizou cerca de mil pares de calçados falsificados.

 

Conforme destaca a chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada-geral Letícia Gamboge, “nós tivemos uma ação exitosa, com esse objetivo: tanto no enfrentamento ao tráfico de drogas nessa região, como também na prisão de pessoas envolvidas com a prática de vários homicídios”.

 

A operação contou com a participação de cerca de 100 policiais civis, além do Canil da PCMG e da Coordenação Aerotática (CAT).