Por Darlan Alvarenga, G1

 


Biden e Trump disputam eleição marcada por polarização e votação antecipada — Foto: Jim Bourg/Pool via AP; Elcio Horiuchi/G1

Biden e Trump disputam eleição marcada por polarização e votação antecipada — Foto: Jim Bourg/Pool via AP; Elcio Horiuchi/G1

 

eleição do próximo presidente dos Estados Unidos terá impactos em todo o planeta, uma vez que definirá quem será o próximo presidente da maior economia do mundo. Apesar das expectativas e incertezas sobre o que pode mudar no xadrez da economia global, a vitória do democrata ou do republicano deve ter poucas implicações no curto prazo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, avaliam especialistas em política externa e comércio exterior.

Analistas ouvidos pelo G1 destacam que os EUA têm se mantido como o segundo maior parceiro comercial do Brasil e que, independentemente do resultado das eleições, um aumento do fluxo de negócios bilaterais depende mais da dinâmica de recuperação da economia e de uma maior diversificação e competitividade da pauta de exportação do que necessariamente da política do próximo governo ou de maior alinhamento entre os países.

Dados da balança comercial brasileira mostram que a corrente de comércios (soma de exportações e importações) entre Brasil e EUA, vem se mantendo historicamente estável na última década, num patamar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por ano. Em 2019, ficou em R$ 59,8 bilhões. O melhor resultado dos últimos anos foi registrado em 2014, quando somou R$ 62 bilhões.

 

 

"É uma relação bastante madura. Não deveremos ter nem um crescimento exponencial de comércio qualquer que seja o presidente, nem vai ter uma queda abrupta", avalia Welber Barral, estrategista de comércio exterior do Banco Ourinvest e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.