Mais um importante passo no combate ao tráfico de drogas em Minas Gerais e Espírito Santo foi dado nesta sexta-feira (23), pelas polícias civis dos dois estados, que fazem um trabalho conjunto. Foram cumpridos, em Vitória, quatro mandados de prisão contra advogados suspeitos de ligação com organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas nos dois estados.
 
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A ação significa uma junção da Operação Marcos, da 4ª Delegacia de Polícia Civil de Muriaé, e da Operação Vade Mecum, da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari. Os alvos desta sexta-feira são investigados nas duas operações. Um total de 30 policiais esteve envolvido na ação destas sexta.
 
A primeira fase da operação Marcos foi deflagrada em agosto.  A manobra desmantelou uma organização criminosa suspeita de atuar na prática de tráfico de drogas na área de atribuição da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Muriaé e em cidades limítrofes
 
 
Os policiais detectaram que a organização tinha ramificações que ultrapassam as fronteiras do estado de Minas Gerais. De acordo com o delegado Rômulo de Freitas Segantini, durante cerca de 10 meses de investigação, mais de 30 pessoas foram detidas. Além disso, cerca de 30 veículos e quase R$ 100 mil foram apreendidos, bem como outros materiais de interesse investigativo.
 
O delegado explica que houve um desvio de conduta de alguns advogados. Dois deles ainda estão foragidos. “Os advogados têm certas regalias, como, por exemplo, não serem revistados quando entram nos presídios.”
 
Toda a mecânica para o transporte e a colocação da droga em Minas Gerais e no Espírito Santo foi detectada. “Os traficantes se comunicam com todos os estados. É como uma rede”, afirma ele.
 
A origem de toda a droga que chega aos dois estados, segundo Rômulo, são Paraguai, Bolívia e uma pequena quantidade da Colômbia. A rota principal é via Ponta Porã, no Paraná. Existem outras, menores, mas que são pouco utilizadas. Por isso é importante a união de todas as forças policiais para cercar e conter essa distribuição.