O presidente Jair Bolsonaro quer mudar o sistema eleitoral do Brasil a partir de 2022, substituindo as urnas eletrônicas utilizadas atualmente pelo voto impresso. Durante a sua live, realizada nessa quinta-feira (5), ele comentou que enviará a proposta de alteração ao Congresso Nacional.

Na conversa transmitida pelas redes sociais, o chefe do executivo afirmou que o governo tem estudado as experiências de países nos quais o voto por meio da cédula de papel é utilizado, mas sem mencionar as eleições dos Estados Unidos, que correm o risco de judicialização devido às dúvidas levantadas pelo processo arcaico. De acordo com ele, essa é a melhor maneira de auditar o pleito, “contando votos de verdade”, consistindo em um “sistema confiável”.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019, de autoria da deputada federal Bia Kicis, também foi defendida por Bolsonaro na transmissão. O texto, que exige a impressão das cédulas para o voto nas eleições e a realização de referendos e plebiscitos, precisa ser analisado pelo parlamento, segundo o presidente.

O voto impresso deixou de ser usado no Brasil há mais de 20 anos.O voto impresso deixou de ser usado no Brasil há mais de 20 anos.Fonte:  Unsplash 

Um dos pontos defendidos pela PEC é o depósito das cédulas de votação em urnas "indevassáveis", de forma automática e sem qualquer contato manual, para facilitar a realização de auditorias. Ela já passou pela Câmara de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, mas ainda depende de apreciação do plenário.

Urna eletrônica é usada desde 1996

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro critica a utilização do sistema de votação eletrônica, adotado no país em 1996. Há alguns meses, ele comentou sobre uma suposta fraude na eleição de 2018, mesmo tendo saído vencedor.

Conforme o presidente, o pleito deveria ter sido decidido no primeiro turno, mas devido à suposta fraude, isso não aconteceu. Apesar de afirmar ter provas que comprovariam a sua suspeita, ele ainda não as revelou.